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Serendipity: O que isso tem a ver com a sua saúde?

Serendipity: O que isso tem a ver com a sua saúde?

Conforme a definição, Serendipity se refere às descobertas afortunadas feitas por acaso.

Desde o “Eureka! Eureka!” de Arquimedes, passando pela maçã na cabeça de Isaac Newton, à Penicilina descoberta por Alexander Fleming, os exemplos são inúmeros.

Mas porque falamos disso nesse momento?

Vivemos um momento em que muito se discute na prática médica entre a medicina baseada em evidências e as técnicas inovadoras que vêm surgindo nos últimos anos, algumas delas amplamente contestadas por profissionais e entidades de classe.

É claro, que a medicina baseada em evidências traz, em seu cerne, toda a segurança de tratamentos consagrados, estudos sólidos, replicados, publicados e que hoje servem como base para elaboração de guidelines nas mais variadas especialidades.

Mas o que seria da medicina moderna se, um dia, Fleming não tivesse observado uma placa do mofo Penicillium que não havia sido contaminada por bactérias? Se médicos e cientistas não acreditassem que mosquitos poderiam transmitir doenças? Que essas mesmas doenças poderiam ser causadas por microorganismos (bactérias, vírus, protozoários)?

Claro que não podemos nos distanciar completamente do que sabemos que tem a segurança mínima de que precisamos, mas, será que realmente ela oferece tudo o que nosso paciente precisa?

Ainda existem especialidades que utilizam condutas e valores de referência baseados numa amostra populacional de muitas décadas atrás. Será que ainda somos os mesmo que 10, 20, 30 anos atrás?

Valores de referência para exames são considerados normais com base na média da população. Mas será que podemos considerar a média da população realmente saudável, com níveis tão elevados de pressão alta, obesidade, diabetes, carências vitamínicas?

Mas, então, devemos ignorar as referências na saúde?

Com certeza não, mas devemos ir além delas. Devemos, muito mais do que exames, que devem apenas complementar, observar nosso paciente, seus hábitos, comportamento, sintomas, e, quando o exame não for condizente, esteja ele normal ou alterado, talvez seja mais inteligente, realmente, ignorá-lo! Afinal, tratamos pacientes, e não exames!

Afinal, como diria Louis Pasteur, “O acaso só favorece a mente preparada.”Serendipity

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